CONSULTAR

domingo, 3 de abril de 2011

O TÉCNICO EM SEGURANÇA DO TRABALHO PODE FAZER PARTE DA CIPA?

TEXTO DE:Valdeci T. Ribeiro - Técnico em Segurança do Trabalho - 13/11/2009


O técnico é funcionário da empresa como qualquer outro, portanto é perfeitamente habilitado para participar do processo eleitoral da CIPA como candidato, veja abaixo o que diz a NR-5.


“5.40 O processo eleitoral observará as seguintes condições:

c. liberdade de inscrição para todos os empregados do estabelecimento, independentemente de setores ou locais de trabalho, com fornecimento de comprovante;”


Essa é uma questão simples de ser entendida, porém controversa, pois muitos profissionais ficam na dúvida se seria “adequado” um Técnico em Segurança do Trabalho, fazer parte da CIPA nessas condições. Alguns técnicos acreditam que participando da comissão como membro eleito poderia tirar o espaço de outro funcionário – outros acreditam que o técnico teria maior isenção e poderia cobrar mais da empresa sem sofrer retaliações.

Lembrando que cobrar ações preventivas da empresa é a função natural do Técnico, que pode utilizar o seu prestígio para isso, então não há necessidade de ser membro eleito da CIPA para cobrar do empregador as medidas necessárias na prevenção de acidentes – aliás, muito antes de cobrar alguma atitude da empresa o técnico precisa orientar o seu empregador acerca da Segurança do Trabalho, isto faz parte das atribuições da profissão prevista na PORTARIA 3.275 de 21 de Setembro de 1989 - Art. 1º inciso I.


“I - informar o empregador, através de parecer técnico, sobre os riscos existentes nos ambientes de trabalho, bem como orientá-los sobre as medidas de eliminação e neutralização;”


Participar do processo eleitoral como candidato e ser eleito membro da CIPA é legítimo e garantido ao funcionário Técnico em Segurança do Trabalho, isso está bem claro, mas a pergunta é: Seria adequado? Eu acho que não. Também não acho adequado um técnico ser membro da CIPA através da indicação do empregador, nesse caso poderia causar algum desconforto nas reuniões da comissão.

Essa é uma questão que cada profissional tem que resolver individualmente - eu particularmente prefiro que o técnico colabore para o bom funcionamento da CIPA, orientando, conduzindo as atividades e atuando na coordenação.



EXISTE UM PADRÃO DE CORES PARA OS CAPACETES NA INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO CÍVIL?


Existe alguma norma regulamentadora, que padronize as cores dos capacetes na indústria da construção?


Escolhida por votação



Sim, existe o padrão definido pela CIPA, a saber:


Capacete Cinza: Engenheiros


Capacete Branco: Mestre-de-Obras e Encarregados

Capacete Azul: Pedreiro

Capacete Verde: Servente

Capacete Vermelho: Carpinteiros de Forma

Capacete Laranja: Eletricista

Capacete Preto: Técnico em Segurança do Trabalho

Capacete Marrom: Visitantes


Fonte(s): Fórum Grupo CIPA





Não existe uma normatização definindo isso claramente, isso vária de empresa para empresa em algumas: Engenheiros e Arquitetos - Capacete Branco de três ranhuras

Técnicos, estagiários e pessoal administrativo - Capacete branco de uma ranhura

Mestres-de-obras e Hidráulica - Capacete azul

Operários - Capacete verde

Visitantes - Capacete amarelo




A escolha da cor do capacete que os funcionários utilizam é uma conveniência da empresa - assunto dos responsáveis para cuidar da identidade visual para evidenciar o senso organizacional da companhia.


Quem já atuou no setor da Construção Civil pode observar que o capacete é um dos equipamentos de segurança mais comuns e coloridos no ambiente de trabalho – isso é feito para diferenciar setores, chefias, operários, estagiários e visitantes.


O capacete é representativo para a Segurança do Trabalho, compondo inclusive Símbolo do curso de Segurança do Trabalho.parte do desenho do símbolo no nosso anel de formatura representado por um operário de perfil. Pelo preço de alguns modelos nas lojas especializadas, é difícil um técnico que não possua um capacete na sua própria casa. Eu possuo um capacete de segurança tipo II aba frontal classe B na cor verde.


PROFISSÃO TÉCNICO DE SEGURANÇA DO TRABALHO




O técnico de segurança do trabalho é um profissional com formação TÉCNICA, regulado pela Lei nº 7.410, de 27 de novembro de 1985. Dentre su
as atribuições, definidas pela Portaria nº 3.275/89, do MTE, destacam-se a informação do empregador e dos trabalhadores sobre os riscos presentes no ambiente de trabalho e a promoção de campanhas e outros eventos de divulgação das normas de segurança e saúde no trabalho, além do estudo dos dados estatísticos sobre acidentes e doenças relacionadas ao trabalho.
A CBO registra que este profissional deve participar da
elaboração e implementação de políticas de ST, entre outras funções.
As empresas podem ser obrigadas a contratar técnicos de segurança do trabalho para integrar o SESMT. A obrigação está prevista no artigo 162 da CONSOLIDAÇÃO DAS LEIS TRABALHISTAS e detalhada na NR 4.



O QUE É SEGURANÇA DO TRABALHO?

Segurança do trabalho pode ser entendida como os conjuntos de medidas que são adotadas visando minimizar os acidentes de trabalho, doenças ocupacionais, bem como proteger a integridade e a capacidade de trabalho do trabalhador.


LICENCIAMENTO AMBIENTAL PARA EXPLORAÇÃO DE PETRÓLEO

O processo de licenciamento ambiental das atividades de exploração e produção de petróleo e gás natural engloba as seguintes licenças exigências e autorizações:

- Licença prévia de perfuração(LPper): Para sua concessão é exigida a elaboração do Relatório de Controle Ambiental – RCA e após a aprovação do RCA, é autorizada a atividade de perfuração;

- Licença prévia de produção para pesquisa – (LPpro): Para sua concessão é exigida a elaboração do Estudo de Viabilidade Ambiental – EVA e, após a aprovação do EVA é autorizada a atividade de produção para pesquisa da viabilidade econômica da jazida;

- Licença de instalação – (LI): Para sua concessão é exigida a elaboração do Estudo de Impacto Ambiental e respectivo Relatório de Impacto Ambiental e após a aprovação do Estudo de Impacto Ambiental – EIA com a respectiva realização de Audiência Pública é autorizada a instalação de novos empreendimentos de produção e escoamento ou, para sua concessão é exigida a elaboração do Relatório de Avaliação Ambiental – RAA e após a aprovação do RAA são autorizadas novas instalações de produção e escoamento onde já se encontra implantada a atividade;

- Licença de operação – (LO) para atividade de exploração e produção marítima: Para sua concessão é exigida a elaboração do Projeto de Controle Ambiental – PCA e após a aprovação do PCA é autorizado o início da operação de produção.

- Licença de Operação – (LO) para atividade sísmica: Para sua concessão é exigida a elaboração do Estudo Ambiental – EA e após a aprovação do EA é autorizada a atividade de levantamento de dados sísmicos marítimos.

O órgão ambiental fixará as condicionantes das licenças supracitadas. As licenças são compostas por dois grupos de condicionantes: (i) as condicionantes gerais, que compreendem o conjunto de exigências legais relacionadas ao licenciamento ambiental, e (ii) as condicionantes específicas, que compreendem um conjunto de restrições e exigências técnicas associadas, particularmente, à atividade que está sendo licenciada.

A validade da licença ambiental está condicionada ao cumprimento das condicionantes discriminadas na mesma, que deverão ser atendidas dentro dos respectivos prazos estabelecidos, e nos demais anexos constantes do processo que, embora não estejam transcritos no corpo da licença, são partes integrantes da mesma.

Cabe salientar que a língua portuguesa é o idioma oficial da República Federativa do Brasil, Art. 13 da Constituição, sendo assim, todos os documentos referentes ao processo devem ser redigidos na língua portuguesa.

POSICIONAMENTO EM ERGONOMIA

sábado, 2 de abril de 2011

OS 10 MANDAMENTOS DA SEGURANÇA NO TRABALHO

No contexto histórico, podemos visualizar a libertação dos hebreus por Moisés e o seu período no deserto, durante o êxodo houve um desvio do foco, havendo assim a necessidade dos 10 mandamentos ou decálogo para recuperar os valores de todo um povo.

Assim como cada mandamento podia ser entendido claro e objetivamente,dentro dos costumes e entendimento de todo um povo, assim deve ser a mensagem de segurança, clara e objetiva, para que não haja margem para uma interpretação equivocada por parte do trabalhador.

Em se tratando de segurança do trabalho temos os pecados capitais que devemos combater, sendo:

1 – Improvisação

2 – Pressa = Pressão

3 - Falta de comunicação adequada: desenvolver o habito de comunicação sem viés, promover uma comunicação de qualidade.

4 – Negligência – omissão

5 – Descumprimento da tarefa padrão existente

6 – Ignorar sinalização em geral

7 – Falta de bloqueio: Falta de controle na fonte do agente de risco

8 – Desconhecer os riscos da atividade ou da área

Para trazermos o foco na prevenção e na segurança, com vista a assegurar a integridade do trabalhador, apresentamos os 10 mandamentos da segurança do trabalho.

1 – Responsabilidade Profissional

Em cada atitude sua, utilize o principio da responsabilidade profissional, você é responsável pelos seus atos, por aquilo que você sabe ser o correto, da mesma forma , também é responsável por suas imprudências, negligências e omissões.

2 – Apresentação Pessoal No Trabalho

Apresentar-se para o trabalho em boas condições físicas (sóbrio, vestimenta adequada, boa aparência, alimentação correta, atento). Atrás de uma boa prática de apresentação pessoal existe toda uma dinâmica, no sentido de que, quando está cuidando de si, é porque quer estar bem. Quanto a estar atento significa antes de mais nada, aproveitar os momentos de descanso, para que isto não venha prejudicar o seu nível de atenção e seu tempo de reação em determinadas circunstâncias.


3 – Inspeção Do Equipamento

Inspecione a condição geral do equipamento ou ferramentas sob sua responsabilidade antes de iniciar os trabalhos (crie o hábito), após o uso, retorne o equipamento/ferramenta ou passe-o ao seu substituto/próximo usuário em boas condições.

4 – Análise Preliminar De Risco Da Atividade / APRT

“Antes de executar a tarefa pense sobre o potencial de acidentes ou perdas que possam ocorrer; o que pode dar errado ? Quais medidas de controle a tomar?”

Estas são as questões básicas contidas em uma APRT e poderá ser utilizada em todas as situações em que se quer avaliar o risco da atividade, podendo ainda ser mais detalhada e criteriosa quanto aos aspectos peculiares de cada operação.

Em uma viagem de carro com sua família, que medidas devemos tomar afim de garantir um bom passeio ?

O que pode não dar errado ?

Como evitar ?

Plano B ?

5 – Respeitar Às Práticas Padrão Existentes

Práticas Operacionais Padrão ( POP ) Também podemos chamar de ordem de serviço de segurança ( O.S.S), Instruções Técnicas de Segurança ( ITS ), Regras De Trabalho (R.T), FISPQ (Ficha de Informações de Segurança de Produto Químico), bem como as demais instruções pertinentes à atividade.

Em práticas bem elaboradas e estruturadas, as possibilidades de perdas já foram previstas e quantificadas, e para que estas perdas não se concretizem, basta somente seguir as normas.

6 – Manter o Nível Correto de Tensão

Mantenha-se atento durante sua jornada, não relaxar, não perder a concentração, se preciso for faça micro-pausas para realizar algum pequeno exercício, isto servirá para reativar a circulação sanguínea de forma a manter-se em um estado de atenção mais acentuado.


7 – Só Faça Se For Seguro

“... Se não for seguro não faça e não permita que outro faça”

Nunca opere nada se não tem um bom conhecimento sobre os riscos inerentes a atividade.

Se estiver sendo pressionado por outros questione a real necessidade de fazer suas atividades em velocidade excessiva.

“O Sucesso na Produção não Compensa o Fracasso na Segurança.”

8 – Na Dúvida Não Faça !

Se você não tiver absoluta certeza do que vai fazer , não faça e comunique ao seu superior.

Em situações que diferem do habitual não deixe de comunicar.

Quando tentamos atender a expectativa de um superior, de que se deve ter iniciativa, velocidade, constância em nosso ritmo de trabalho, invariavelmente estamos nos colocando em uma situação de risco, que pode levar a um acidente, situação do qual também podemos chamar de cenário incidental.

Estabeleça os seguintes princípios:

GOIA: Gerenciar Onde os Incidentes Acontecem

GOSRA: Gerencia Onde as Situações de Risco Acontecem

Ambos fazem parte de uma estratégia global de controle administrativo que aborda quando, como, e porque se deve fazer algo.

9 – Não Improvise

Significa de modo geral, nivelando por baixo, baixa padronização e organização.

Existe, infelizmente, uma grande incidência de acidentes devido ao “jeitinho”.

Quando sentir necessidade de uma solução diferente da habitual, discuta com o seu superior.

10 – Comunique-se Corretamente

Ao comunicar-se com o outro, certifique-se de que a mensagem foi entendida corretamente.

Esteja atento as falhas comuns de comunicação da área e tome cuidados para evitá-las.

“Muitos acidentes acontecem por interpretações errôneas do que foi comunicado.”

Sempre confirme o que foi dito.

Pergunte:

O que você entendeu ?

Esteja atento a pessoas que possam ter problemas de entendimento.

METODOLOGIA DE ANÁLISE E SOLUÇÃO DE PROBLEMAS - PDCA

Metodologia de Análise e Solução de Problemas, utilizando o Ciclo PDCA
em oito passos, para identificar e erradicar a causa raiz dos problemas

Os Objetivos de um Método de Solução de Problemas:
Solução de problemas em oito passos (PDCA)
Passo 1 - Levantamento dos problemas e escolha do principal
Passo 2 - Observação do problema e reação rápida
Passo 3 - Busca da causa principal do problema
Passo 4 - Planejamento da ação de bloqueio
Passo 5 - Ação
Passo 6 - Observação (ação adotada)
Passo 7 - Padronização
Passo 8 – Conclusão.


AS PRINCIPAIS FERRAMENTAS UTILIZADAS

1. Tempestade de Idéias (Brainstorming)
2. Diagrama de Causa e Efeito
3. SETFI ou GUT: a ferramenta para a priorização
4. Diagrama de Pareto
5. Análise das analogias
6. Árvore de Causas
7. Fluxo de processo
8. Folha de verificação
9. Gráfico de tendências
10. Carta de controle
11. O Pensamento Criativo de OSBORN
Aplicação de Dinâmica de grupo para fixação dos conceitos.